20 de October de 2026
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Petróleo sobe após Trump rejeitar proposta de trégua do Irã

  • setembro 28, 2026
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Os preços do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou uma proposta iraniana de trégua de sete dias. A

Petróleo sobe após Trump rejeitar proposta de trégua do Irã

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou uma proposta iraniana de trégua de sete dias. A decisão reacendeu preocupações com a inflação e devolveu pressão aos mercados de títulos, enquanto as bolsas apresentaram desempenho misto antes da divulgação de indicadores importantes da economia americana. O Brent retornou para acima de US$ 106 por barril no início da semana, revertendo parte da queda superior a 2% registrada na sexta-feira, quando a oferta de Teerã havia alimentado expectativas de possível redução das tensões.

A proposta apresentada pelo Irã na Assembleia Geral das Nações Unidas previa uma interrupção das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz. A medida poderia aliviar a crise de oferta que elevou custos em diferentes partes do mundo. A passagem marítima ocupa posição central no fornecimento global de energia e ganhou importância adicional no conflito entre Estados Unidos e Irã, especialmente diante da situação no Mar Vermelho e no Estreito de Bab al-Mandab.

Trump rejeita proposta, mas espera retomada das negociações

Questionado por jornalistas do lado de fora da Casa Branca, Trump afirmou que havia rejeitado a proposta iraniana. Apesar da negativa, o presidente disse à Axios que espera que as negociações sejam retomadas.

Segundo Trump, o Irã quer chegar a um acordo, mas os termos apresentados não correspondem ao acordo que ele deseja fazer. Ele afirmou que a proposta seria algo que Washington talvez tivesse aceitado um ano antes e acrescentou que Teerã havia exagerado em sua posição.

A Axios informou, citando fontes familiarizadas com o assunto, que conversas indiretas entre Washington e Teerã poderiam ocorrer já nesta segunda-feira. A possibilidade de novas negociações significa que a rejeição da oferta não encerrou necessariamente a via diplomática, embora as diferenças entre as condições defendidas pelas partes permaneçam relevantes.

O Irã continuava mantendo suas exigências para reabrir o Estreito de Ormuz. Entre elas estavam a liberação de ativos congelados, a retirada das sanções sobre seu petróleo e o fim do bloqueio naval americano.

Estreito de Ormuz permanece no centro da crise energética

A proposta iraniana havia colocado a reabertura do Estreito de Ormuz no centro das discussões. O corredor marítimo é fundamental para o fornecimento mundial de energia e sua situação tornou-se uma questão central no conflito entre Washington e Teerã.

A situação regional também envolve os Houthis, que tomaram toda a costa do Mar Vermelho no Iêmen, incluindo o Estreito de Bab al-Mandab, outra rota importante para o transporte marítimo. Nesse contexto, a possibilidade de reabrir Ormuz representava uma perspectiva de alívio para uma crise de oferta que vinha pressionando os custos globais.

A reação dos preços na sexta-feira mostrou como as expectativas em torno da proposta influenciaram o mercado. O petróleo caiu mais de 2% após as notícias sobre a oferta iraniana. Com a rejeição de Trump, porém, os preços inverteram parte desse movimento no começo da nova semana.

Por volta das 03h30 GMT, o West Texas Intermediate avançava 1%, para US$ 93,34 por barril. O Brent do Mar do Norte subia 1,8%, negociado a US$ 106,19 por barril.

Alta do petróleo volta a alimentar preocupações com inflação

A recuperação das cotações voltou a colocar a inflação no foco dos investidores. O aumento dos custos de energia pode influenciar as expectativas do mercado em um momento no qual os participantes já acompanham de perto os próximos passos da política monetária americana.

Os rendimentos dos títulos também avançaram. Segundo dados citados pela Bloomberg, a média de um indicador de títulos globais ultrapassou 4% na semana passada pela primeira vez desde 2007.

A combinação entre petróleo mais caro e rendimentos mais elevados pesou sobre parte dos mercados acionários asiáticos. Seul caiu mais de 2% ao reabrir depois de um longo intervalo. Tóquio, Xangai, Manila, Bangkok e Jacarta também registraram quedas.

Hong Kong, Sydney, Singapura e Wellington seguiram na direção oposta e apresentaram ganhos. O desempenho misto mostrou que a reação não foi uniforme, embora a retomada das tensões no Oriente Médio tenha voltado a ocupar espaço entre as preocupações dos investidores.

Mercado volta a observar a política do Federal Reserve

A alta do petróleo também devolveu atenção ao Federal Reserve antes de sua próxima reunião de política monetária, prevista para o fim de outubro. Segundo a ferramenta FedWatch da CME citada no material, o mercado atribuía probabilidade superior a 65% a um segundo aumento consecutivo dos juros.

Antes dessa decisão, os investidores acompanharão a divulgação do indicador de inflação preferido pelo banco central americano durante esta semana. Um importante relatório de emprego também será publicado e poderá ter papel relevante na avaliação dos responsáveis pela política monetária.

Stephen Innes, da Quintex Intel, escreveu que as tensões no Oriente Médio voltaram a aumentar após Trump rejeitar a proposta mais recente do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. Segundo ele, o petróleo avançou, as ações asiáticas ficaram mais fracas e o breve alívio observado na renda fixa global na sexta-feira passou a parecer uma interrupção temporária, e não o encerramento do movimento.

Possibilidade de novas conversas continua no radar

Apesar da reação dos mercados, Innes acrescentou que ainda existe alguma probabilidade precificada de que as partes eventualmente retornem à mesa de negociações, mesmo que passem as próximas semanas mantendo uma retórica dura.

Essa possibilidade também aparece nas declarações de Trump. Embora tenha rejeitado a oferta apresentada por Teerã, ele disse esperar que as negociações sejam retomadas. A reportagem citada indicou ainda que conversas indiretas poderiam ocorrer já nesta segunda-feira.

Teerã, por sua vez, permanecia comprometido com suas exigências para reabrir Ormuz. A liberação de ativos congelados, o levantamento das sanções sobre o petróleo iraniano e o encerramento do bloqueio naval dos Estados Unidos continuavam entre suas condições.

Bolsas asiáticas apresentam desempenho dividido

A reação dos mercados acionários asiáticos refletiu a retomada da incerteza. O Nikkei 225 de Tóquio recuava 0,3%, para 66.188,90 pontos, enquanto o índice composto de Xangai caía 1,7%, para 3.820,82 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng avançava 0,7%, para 24.676,45 pontos. Esses movimentos ocorreram enquanto investidores avaliavam simultaneamente a alta do petróleo, a evolução dos rendimentos dos títulos e a possibilidade de novas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Seul registrou uma queda superior a 2% depois de reabrir após um longo período sem negociações. Manila, Bangkok e Jacarta também recuaram, enquanto Sydney, Singapura e Wellington acompanharam Hong Kong no campo positivo.

Nos mercados já encerrados citados no material, o Dow Jones havia avançado 0,9%, para 51.828,62 pontos em Nova York, enquanto o FTSE 100 de Londres havia subido 0,1%, para 10.695,25 pontos.

Câmbio também reage ao ambiente de mercado

No mercado cambial, o dólar avançava para 157,83 ienes, ante 157,20 ienes na sexta-feira. O euro recuava para US$ 1,1386, comparado a US$ 1,1399 anteriormente.

A libra também enfraquecia frente ao dólar, negociada a US$ 1,3241, contra US$ 1,3251 na sexta-feira. Na relação entre euro e libra, a moeda europeia caía para 85,99 pence, depois de 86,03 pence.

Esses movimentos ocorreram em paralelo à alta dos rendimentos dos títulos e à recuperação das cotações do petróleo. O principal foco do material, porém, permanece na reação dos mercados à rejeição americana da proposta iraniana e nas possíveis consequências para as expectativas de inflação e juros.

Brent retorna para acima de US$ 106

O movimento do Brent sintetizou a mudança de percepção entre sexta-feira e segunda-feira. A notícia da proposta iraniana havia provocado uma queda superior a 2% no fim da semana, diante da possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz e de algum alívio na crise de oferta.

Depois da rejeição de Trump, o Brent voltou a superar US$ 106 por barril, com alta de 1,8% para US$ 106,19 nas primeiras horas da segunda-feira. O WTI avançava 1%, para US$ 93,34.

A evolução mostra como as expectativas em torno das negociações continuam influenciando o petróleo. A proposta iraniana indicava uma possível pausa nas hostilidades durante sete dias, mas as condições apresentadas por Teerã permanecem sem aceitação americana.

Ao mesmo tempo, Trump afirmou esperar novas conversas, enquanto a Axios indicou a possibilidade de contatos indiretos entre os dois lados. Isso mantém a diplomacia como elemento acompanhado pelo mercado, sem eliminar a incerteza provocada pela rejeição da proposta.

Dados americanos serão o próximo foco dos investidores

Com o petróleo novamente em alta, a atenção também se desloca para os indicadores econômicos dos Estados Unidos previstos para esta semana. O índice de inflação preferido pelo Federal Reserve e o relatório de emprego serão observados antes da reunião de política monetária no fim de outubro.

A ferramenta FedWatch da CME indicava probabilidade superior a 65% de um segundo aumento consecutivo dos juros. Essa leitura representa uma expectativa de mercado e não uma decisão confirmada do Federal Reserve.

O principal desenvolvimento é a reversão parcial do movimento observado na sexta-feira. A oferta iraniana havia reduzido o preço do petróleo diante da perspectiva de uma trégua e da reabertura de Ormuz. A rejeição americana fez as cotações voltarem a subir na segunda-feira e reacendeu preocupações com inflação.

As próximas conversas, caso ocorram, serão acompanhadas pelo mercado porque o Irã continua condicionando a reabertura do estreito à liberação de ativos, à retirada de sanções petrolíferas e ao fim do bloqueio naval. Trump rejeitou esses termos apresentados, mas afirmou esperar a retomada das negociações.

Assim, petróleo, títulos e bolsas começaram a semana refletindo a incerteza em torno do conflito e de seus efeitos sobre o fornecimento de energia. A possibilidade de diálogo permanece aberta, mas nenhuma nova trégua foi confirmada no material fornecido.

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