O copiloto de um avião da FlyDubai que atacou o comandante com um machado durante um voo tentou realizar um ato terrorista, segundo autoridades dos Emirados Árabes Unidos. O incidente aconteceu no voo FZ1073, que partiu de Dubai em 30 de setembro com destino a Tel Aviv.
O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, afirmou que o copiloto iniciou seu plano durante o voo, atacando o comandante dentro da cabine com um machado de emergência e tentando assumir o controle da aeronave.
Al Shamsi divulgou as informações em uma publicação intitulada “Planejamento e tentativa de ato terrorista por trás do incidente do voo FZ1073 da FlyDubai”.
Anwar Gargash, assessor sênior do presidente dos Emirados Árabes Unidos, também comentou o episódio. Ele afirmou que a luta da região contra o extremismo continua e relacionou a justificativa do terrorismo por meio de discursos de ódio aos riscos enfrentados.
Segundo Gargash, a operação representa um novo alerta de que esse confronto ainda não terminou.
Voo transportava 172 passageiros e tripulantes
O voo de Dubai para Tel Aviv transportava 172 passageiros e membros da tripulação, segundo a FlyDubai. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que a maioria das pessoas a bordo era formada por cidadãos israelenses.
Netanyahu também declarou que o responsável pelo ataque tentou derrubar o avião. Essa afirmação foi feita pelo primeiro-ministro israelense, enquanto a investigação conduzida pelas autoridades dos Emirados continua analisando as circunstâncias e motivações do incidente.
Apesar da violência registrada dentro da cabine e das alterações extremas na trajetória da aeronave, o avião conseguiu pousar com segurança no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita.
Relatos da imprensa e testemunhas indicaram que passageiros e membros da tripulação conseguiram dominar o copiloto depois que ele atacou o comandante.
A intervenção ocorreu em meio a uma situação crítica dentro da cabine. As autoridades dos Emirados confirmaram posteriormente que o copiloto utilizou um machado de emergência e tentou assumir o controle do avião durante o voo.
Essa confirmação oficial esclareceu um dos principais pontos que permaneciam incertos nos primeiros relatos sobre o episódio.
Machado de emergência foi usado durante o ataque
A declaração do procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos foi a primeira confirmação das autoridades sobre o tipo específico de arma utilizada pelo atacante.
Grandes aeronaves normalmente possuem um equipamento conhecido como machado de emergência. Segundo a UK Civil Aviation Authority e o Royal Air Force Museum, esse equipamento pode ser utilizado pelas tripulações para romper partes da cabine em situações emergenciais.
No caso do voo FZ1073, Al Shamsi afirmou que o copiloto utilizou esse machado para atacar o comandante dentro da cabine enquanto tentava assumir os controles da aeronave.
A investigação ainda não terminou. O procurador-geral declarou que as autoridades continuam trabalhando para determinar todas as circunstâncias relacionadas ao incidente.
Os investigadores também procuram estabelecer as motivações do ataque e verificar possíveis conexões relacionadas ao caso. Exames técnicos continuam em andamento, juntamente com análises de evidências físicas e digitais.
Portanto, embora as autoridades dos Emirados tenham classificado o episódio como uma tentativa de ato terrorista, questões sobre os motivos e possíveis ligações do responsável ainda permanecem sob investigação.
Identidade do copiloto foi atribuída por fontes
A Associated Press identificou o copiloto como o cidadão de Omã Hamam al-Hammami, citando três pessoas com conhecimento da situação.
Entre essas fontes estavam um diplomata do Golfo e um diplomata ocidental. As pessoas falaram sob condição de anonimato porque não estavam autorizadas a discutir o caso com a imprensa.
A CNBC informou que não conseguiu verificar de maneira independente a identidade do copiloto.
Essa distinção permanece relevante porque, no material fornecido, a identificação não aparece como uma confirmação independente da CNBC. A informação foi atribuída às fontes consultadas pela Associated Press.
A investigação oficial dos Emirados permanece concentrada nas circunstâncias do ataque, nas possíveis motivações e em eventuais conexões relacionadas ao incidente.
As autoridades também continuam analisando materiais físicos e digitais antes da apresentação das conclusões finais.
O caso envolve, portanto, informações já estabelecidas pelas autoridades sobre a dinâmica do ataque e outros elementos que permanecem em investigação.
Entre os pontos confirmados pelos Emirados estão o uso do machado de emergência, o ataque contra o comandante e a tentativa de assumir o controle da aeronave.
Comandante foi levado a hospital após o incidente
Netanyahu identificou o comandante ferido como o cidadão indiano Smit Machchhar.
A Embaixada da Índia em Riad informou que Machchhar estava internado em um hospital em Tabuk e que sua condição era considerada estável.
Posteriormente, a FlyDubai informou que o comandante havia retornado aos Emirados Árabes Unidos.
O primeiro-ministro israelense também identificou um passageiro chamado Yaniv Hayun como a pessoa que entrou na cabine durante o incidente. Netanyahu chamou Hayun de herói e afirmou que ele merecia reconhecimento internacional por sua atuação.
Relatos da imprensa e testemunhas indicaram que passageiros e tripulantes participaram da contenção do copiloto após o ataque ao comandante.
O pouso seguro em Tabuk encerrou a fase mais crítica do incidente, mas a investigação sobre o que aconteceu dentro da cabine continuou.
Os investigadores precisam determinar não apenas a sequência completa dos acontecimentos, mas também os motivos que levaram ao ataque e se existem outras conexões relacionadas ao episódio.
As autoridades dos Emirados disseram que os resultados finais serão apresentados depois da conclusão dos procedimentos necessários.
Dados mostram variações extremas de altitude
Informações de voo disponibilizadas pelo serviço de rastreamento FlightRadar24 mostram que o Boeing 737 Max 8 passou por alterações extremas de altitude durante o incidente.
Segundo os dados, a aeronave transmitiu um código de transponder de emergência geral.
O voo FZ1073 perdeu mais de 14 mil pés de altitude em apenas 29 segundos, de acordo com o FlightRadar24.
Os dados do transponder mostraram velocidades verticais variando aproximadamente entre menos 30 mil e mais 10 mil pés por minuto.
O FlightRadar24 observou que, em operações normais, velocidades verticais raramente ultrapassam mais ou menos 4 mil pés por minuto.
A comparação evidencia a dimensão das alterações registradas durante o episódio, sem determinar por si só todas as causas específicas de cada movimento da aeronave.
Os dados de rastreamento complementam os relatos sobre a gravidade da situação ocorrida durante o voo. Apesar dessas variações, o Boeing conseguiu posteriormente pousar com segurança em Tabuk.
O incidente não terminou em queda da aeronave, e os passageiros e tripulantes chegaram ao solo após a intervenção ocorrida durante o voo.
Investigação busca estabelecer motivos e possíveis conexões
A classificação apresentada pelos Emirados Árabes Unidos estabelece oficialmente o episódio como uma tentativa de ato terrorista, mas não encerra a investigação.
Al Shamsi deixou claro que as autoridades ainda precisam estabelecer completamente as circunstâncias, motivações e eventuais conexões relacionadas ao incidente.
A análise inclui exames técnicos e a avaliação de evidências físicas e digitais.
Essa investigação será necessária para esclarecer questões que não foram respondidas pelas informações divulgadas até agora. A declaração oficial descreve o que o copiloto teria feito durante o voo, mas não apresenta uma conclusão definitiva sobre suas motivações específicas ou possíveis vínculos.
A própria investigação permanece responsável por determinar esses elementos.
A identificação atribuída ao copiloto também foi inicialmente divulgada com base em fontes que falaram sob condição de anonimato. A CNBC declarou não ter conseguido verificá-la de forma independente.
As informações disponíveis, portanto, permitem separar os elementos anunciados oficialmente pelas autoridades dos pontos que ainda dependem da conclusão das investigações.
O uso do machado e a tentativa de assumir os controles estão entre os elementos divulgados pelo procurador-geral.
Gargash relaciona episódio ao combate ao extremismo
Anwar Gargash apresentou o incidente dentro de uma discussão mais ampla sobre extremismo na região.
O assessor sênior do presidente dos Emirados afirmou que a luta contra o extremismo continua e que justificar terrorismo por meio de discurso de ódio faz parte do perigo.
Ele também descreveu a mais recente operação terrorista como um novo alerta de que o confronto ainda não terminou.
As declarações foram publicadas após as autoridades dos Emirados classificarem oficialmente a ação do copiloto como tentativa de ato terrorista.
Apesar dessa classificação, as autoridades não apresentaram no material divulgado uma conclusão final sobre todas as motivações ou possíveis conexões do responsável.
A investigação continua justamente para responder a essas questões e completar os exames técnicos necessários.
Os comentários de Gargash refletem a avaliação do assessor sobre o episódio e o problema do extremismo, enquanto a apuração conduzida pelas autoridades permanece responsável por estabelecer os fatos ainda não determinados.
A conclusão final dependerá dos procedimentos investigativos, das análises das evidências e das informações adicionais reunidas sobre o incidente.
Pouso em Tabuk evitou um desfecho mais grave
O voo FZ1073 havia partido de Dubai com destino a Tel Aviv quando ocorreu o ataque dentro da cabine. A bordo estavam 172 passageiros e tripulantes, segundo a FlyDubai.
Após o comandante ser atacado com o machado de emergência, o copiloto tentou assumir o controle do avião, de acordo com o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos.
Passageiros e membros da tripulação teriam conseguido dominá-lo, segundo relatos de testemunhas e da imprensa.
Os dados do FlightRadar24 registraram movimentos extremos durante o episódio, incluindo uma queda superior a 14 mil pés em apenas 29 segundos e velocidades verticais muito acima das observadas normalmente.
Mesmo diante dessa situação, a aeronave pousou com segurança em Tabuk, na Arábia Saudita.
O comandante ferido recebeu atendimento hospitalar e foi descrito pela Embaixada da Índia em Riad como estando em condição estável, antes de a FlyDubai informar seu retorno aos Emirados.
A investigação agora busca esclarecer o restante das circunstâncias. As autoridades precisam determinar as motivações, possíveis conexões e resultados das análises de evidências físicas e digitais.
Até que esse processo seja concluído, esses elementos permanecem em aberto. A informação oficial divulgada pelos Emirados confirma a tentativa de tomada dos controles e classifica a ação como um ato terrorista tentado, enquanto os detalhes restantes continuam sujeitos à investigação conduzida pelas autoridades.